O mercado de capitais tem cada vez chamado a atenção de mais brasileiros, principalmente depois do Ibovespa (indicador do desempenho médio das ações da bolsa de valores de São Paulo) passar dos 80.000 pontos. Apesar disso, muita gente não sabe o que é e nem como investir na bolsa de valores.

Para acabar com todas tais dúvidas de uma vez por todas, nós montamos esse didático texto. Então, se ajeite na cadeira, pegue papel e caneta e preste atenção na explicação!

O que é a bolsa de valores?

A bolsa de valores é um ambiente de negociação de ações. Nele, o investidor pode comprar títulos emitidos por empresas públicas, mistas ou privadas. Todo esse processo é intermediado por uma corretora de valores.

A principal proposta da bolsa de valores é fornecer um local seguro e regulamentado para que investidores possam comprar ações e contratos de maneira rápida e prática. A atual bolsa é mantida por tecnologia de ponta, permitindo a interação de vários investidores simultaneamente.

E, se você está acostumado com aquelas cenas de filmes norte-americanos em que várias pessoas ficam juntas em um mesmo ambiente, gritando e comprando ações, temos uma péssima notícia! Atualmente, todas as compras e vendas podem ser feitas pelo computador de sua casa levando poucos segundos.

Ações

As ações representam certamente o principal atrativo da bolsa de valores, já que constituem o produto mais conhecido. Mas você sabe o que de fato elas são?

Ações são “fragmentos” de empresas. As companhias, quando precisam de capital, dividem seu direito social em vários pedacinhos. Esses pedaços são chamados de ações e são levados até o mercado de capitais para serem negociados.

A ideia das ações é simples: cada ação equivale a uma parte da empresa. Assim, ao comprar títulos na bolsa de valores, você automaticamente se torna sócio da companhia até o momento em que vender esses papéis. Fácil, não é?

Contrato futuro e mini contrato

Dentre os vários produtos negociados na bolsa, existe um que chama muito nossa atenção em função de sua grande rentabilidade (quando bem negociado). Estamos falando do contrato futuro.

Essa modalidade de aplicação consiste na criação de contratos em que duas partes concordam com a compra ou a venda de determinado produto no futuro por um valor definido anteriormente. Essa prática é feita como medida especulativa ou para resguardar o investidor de futuras oscilações.

Para simplificar, vamos usar uma analogia. Imagine que você precise comprar cem laranjas daqui a um ano (porque você vai precisar de muita vitamina C no futuro). Você sabe que o preço de cada laranja é R$ 0,25 hoje, mas, sabe também que seu valor oscila em função da colheita e da inflação.

Para garantir a compra dessas laranjas no futuro sem correr o risco de pagar muito caro por elas, você pode fazer um contrato de compra. Nesse contrato, haverá a proposta, por exemplo, que você comprará cem laranjas a um valor unitário de R$ 0,37 em doze meses.

Em um ano, quando o contrato for liquidado, existirão duas situações: [1] a laranja pode ter ficado mais barata e você vai perder um pouco de dinheiro, mas pagará aquilo que já esperava gastar; [2] o preço da laranja sobe e você sai no lucro, pois pagará só R$ 0,37 por unidade.

O problema do contrato futuro é que ele foi feito para os “peixes grandes”. Tais operações são negociadas em lotes de cinco contratos e seu valor médio pode passar de R$ 350.000,00. Aí fica difícil investir, não é mesmo?

Mas, pensando em atingir investidores que possuem menos capital, também existe na bolsa de valores um produto chamado “mini contrato”. Ele funciona igual ao contrato, no entanto, o lote mínimo é de apenas um contrato e o valor de negociação é de aproximadamente R$ 14.000,00.

Mini contrato de índice e de dólar

Apesar de existirem várias opções de mini contratos, apenas duas apresentam opções seguras para investidores a curto prazo. São elas os mini contratos de índice e o de dólar.

Esses mini contratos, assim como apresentamos no exemplo da laranja, funcionam como uma compra para o futuro de produtos específicos. No caso do mini dólar, é fácil entender que estamos falando da compra de dólar para fins especulativos ou de proteção, correto?

O mini índice é um pouco mais complicado. Ele é uma carteira teórica de ações, na qual o investidor recebe ações das maiores empresas presentes na bolsa de valores (no caso do Brasil, a bolsa de valores é a Ibovespa).

Sendo assim, o mini contrato de índice é uma aposta que o investidor faz nas oscilações da Ibovespa. Desta forma, temos um contrato (ou mini contrato) derivado das oscilações, ou seja, um derivativo — provavelmente você já ouviu esse nome antes e agora sabe o que ele significa.

Como investir na bolsa de valores?

Investir na bolsa de valores é muito simples. Tudo que você precisa é criar sua conta em uma corretora, transferir recursos e usar o Home Broker. Vamos entender cada uma dessas etapas?

Crie sua conta

Assim como a bolsa de valores, a maior parte das corretoras atuais funciona no modelo 100% online. Então, você só precisa encontrar a corretora que mais combina com seu perfil, pesquisar sobre sua fama e criar a conta.

No momento em que você estiver fazendo isso, a corretora terá um questionário de registro que pedirá informações básicas, como sua renda mensal e informações de registro social (CPF e RG).

Além disso, também serão pedidos fotos de seus documentos e do comprovante de residência. Deixe tudo isso separado!

Transfira recursos

Após criar a conta na corretora, você precisará fazer uma transferência a fim de ter recursos para investir. A transferência deve ser feita de sua conta bancária (ela precisa estar em seu nome) para uma conta-corrente criada na corretora (a corretora cria automaticamente essa conta assim que você se registra).

A transferência precisa ser feita por meio da opção “transferência para mesma titularidade”. Caso você não marque certo, antes de transferir, seu dinheiro será estornado.

Use o Home Broker

Conta criada e dinheiro disponível, é hora de investir! Para isso, você precisa encontrar o Home Broker de sua corretora, que é a ferramenta usada para acessar o painel da bolsa de valores. Procure na tela por algo escrito “Home Broker”, “Renda variável” ou “Ações”.

Ao clicar em algum desses itens, vai aparecer uma tela com vários números em vermelho e verde e um monte de letras. Essa é a bolsa de valores! Agora é com você: escolha suas ações e comece a investir!

Para que servem as plataformas de investimento?

Apesar de ser fácil investir na bolsa de valores (como mostramos aqui), não é tão simples assim ganhar dinheiro com ela. Para conseguir bons rendimentos, é necessário que o investidor estude muito, acompanhe as notícias e entenda o impacto que cada acontecimento causa no mercado.

A verdade é que pouquíssimas pessoas têm tempo para estudar o tanto necessário para aproveitar ao máximo as opções da bolsa de valores. Mas, existe uma solução para isso: as plataformas de recomendação de investimentos.

Empresas como a FOLEO dedicam seu tempo a pesquisar investimentos, analisar o mercado e fazer projeções. Isso permite oferecer dicas certeiras em tempo real para seus clientes.

Assim, a empresa fica com todo o trabalho pesado — você não quer ler jornais durante o dia todo, quer? — e o investidor só precisa saber como investir na bolsa de valores e tomar as decisões. Quem é que não necessita de uma ajudinha, não é mesmo?

Se você ainda tem dúvida sobre algum assunto que tratamos hoje ou quer entender melhor sobre as plataformas de recomendação de investimentos, entre em contato com a gente! Estamos prontos para lhe ajudar.