Pensar em investir começa, principalmente, quando as pessoas do convívio mais próximo passam a explorar tais oportunidades e gostam da nova experiência. Isso porque desmistifica a imagem que apenas homens engravatados, com várias planilhas, telões e celulares por todos os lados, podem realizar tal atividade.

No entanto, essa não é uma decisão imediatista em razão de, a primeiro momento, não estarem claros os passos para iniciar e o que acontece com o dinheiro após a aplicação.

Porém, com as informações corretas, é possível entender como ocorre o funcionamento desse mercado e passar a identificar as inúmeras possibilidades que ele oferece.

No Brasil, existem diversos tipos de investimentos disponíveis. Mas qual o melhor? Depende! Continue a leitura e entenda os fatores que influenciam e devem ser levados em conta antes de começar a investir.

Como escolher um investimento?

Existem três perfis de investidores diferentes que levam em consideração a tolerância ao risco e o tempo de espera por lucratividade, o que tem ligação direta com o futuro almejado, de acordo com o seu planejamento financeiro.

São três tendências de comportamento que podem, com o tempo, mudar. Seja de acordo com a experiência que obtiver, seja em relação à confiança que tem em um mercado em comparação a outro.

O primeiro deles é o investidor conservador, com aversão ao risco. A rentabilidade dele tende a ser menor, já que, para conseguir manter a segurança, é preciso trabalhar com margens de retorno pequenas. O que, na prática, significa que o conservador coloca as garantias de não perder dinheiro à frente de todos os outros aspectos.

Nesse caso, normalmente, a opção é por investimentos mais sólidos e com rentabilidade garantida, pois oferecem um risco menor, assim como a poupança, a renda fixa e os títulos do governo.

Já o segundo perfil é o moderado, que está disposto a correr alguns riscos. Pessoas desse perfil tendem a diversificar os tipos de investimentos, aumentando as chances de retornos financeiros.

A escolha por várias frentes de aplicação segue o raciocínio de, se não ganhar tanto em um, há a possibilidade de ser compensado no outro. Há opções de títulos de crédito privado e fundos multimercados.

E o último perfil é o investidor dinâmico ou arrojado, disposto a assumir riscos mais elevados, em razão da possibilidade de ganhos expressivos.

Essa modalidade requer maior experiência, pois é necessário reconhecer as tendências de aumento e baixa (fatores externos que influenciam os preços das ações, por exemplo) que geram lucros ou perdas, o que torna o mercado de ações a sua principal escolha de investimentos.

Quais tipos de investimentos escolher?

Conseguiu se identificar? A princípio, pode parecer difícil, portanto, conhecer mais os perfis e realizar um um teste pode ajudá-lo a saber a qual perfil você corresponde e a não errar na hora de escolher os tipos de investimentos mais adequados a ele.

Aliás, serão essas decisões que afetarão os rendimentos que garantirão o futuro que você deseja. Para tanto, conheça abaixo cada uma das alternativas com mais detalhes:

Caderneta de poupança

É a aplicação preferida dos brasileiros. Um dos fatos que a tornam tão popular é a facilidade de adesão. Basta ir a qualquer instituição bancária ou mesmo pelo Internet Banking e abrir uma conta poupança. Ela é isenta de Imposto de Renda e conta com garantia para aplicações de até R$ 250 mil. Em casos de falência do banco, por exemplo, o dinheiro está assegurado.

Os rendimentos giram em torno de 0,5%, a cada 30 dias, contados a partir da data de cada uma das aplicações. Porém, não se engane, essa forma de investimento, possivelmente, trará prejuízo, visto que a rentabilidade dificilmente ultrapassa a inflação vigente, ou seja, não paga a desvalorização sofrida pela moeda.

Certificado de Depósitos Bancários (CDB)

Nessa modalidade, considerada de renda fixa, você estará emprestando o seu dinheiro para uma instituição bancária. Dessa forma, do mesmo jeito que o banco cobra juros por financiar algo para você, ele também pagará juros por tomar seu dinheiro como um empréstimo.

Existem dois tipos de CDB: os pré-fixados, em que, no momento da contratação, já é informada a rentabilidade do título no decorrer do tempo, e os pós-fixados, cuja rentabilidade varia de acordo com o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa cobrada em transações entre os bancos.

Para optar entre um dos dois, atente à taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) reguladora dos juros da economia. Se a previsão é de queda, escolha um plano pré-fixado; no entanto, se a expectativa for de alta, opte por um plano pós-fixado. Esses títulos também são assegurados até R$ 250 mil, porém, eles não são isentos do Imposto de Renda. Mesmo assim, são atrativos, pois chegam a pagar até 115% do CDI;

Títulos públicos

Modalidade em que se empresta dinheiro para o governo. Esse tipo é uma excelente opção de investimento, pois é o mais seguro possível, já que, para se perder a aplicação, o governo todo precisa declarar falência. Tem baixo custo inicial e boa rentabilidade, com diversas opções de títulos que podem ser adquiridos.

Fundos multimercado

Apresentam risco médio e funcionam por aplicações em variados ativos de renda fixa, de ações de empresa, de moedas e de investimentos no exterior. Toda essa flexibilidade possibilita ao gestor do fundo traçar diferentes estratégias, que nortearão a rentabilidade do fundo, independentemente da situação econômica atual (que sempre estará menos favorável para um setor, aumentando a oportunidade em outros).

Mercado de ações

Tipo de investimento variável muito conhecido, principalmente pelos filmes. Quem nunca assistiu ou leu “O Lobo de Wall Street”? Uma ação é a participação societária de uma empresa, ou seja, ao comprar ações, você se torna dono de um percentual da corporação escolhida.

É um mercado muito sensível, com grandes variações durante o dia. Você pode entrar em uma operação de manhã e, à tarde, ver que ganhou muito ou que perdeu muito. É preciso saber a hora de comprar e de vender as ações.

Quer começar a investir?

Calma, sabemos que são muitas as opções, mas esse é um mercado racional. Antes de aplicar, é importante analisar a rentabilidade (quanto o investimento gerará em lucratividade em percentual e valores), a liquidez (facilidade de resgate do dinheiro aplicado tempo e possível limite de quantidade) e a segurança (risco de perda parcial ou total do valor aplicado) de cada um dos investimentos pelos quais se interessou.

Apenas salientando que em renda variável, como no caso do mercado de ações, a rentabilidade não é possível de ser prevista, pois resultados passados não são garantias de ganhos futuros.

E claro, leve em consideração o seu perfil. Para ser mais assertivo com os tipos de investimentos, ter alguém a quem recorrer se torna uma vantagem valiosa: um profissional qualificado que dê dicas e forneça análises do mercado financeiro atual, fazendo toda a diferença nos seus investimentos!